A barata...
Uma praga!
Que há muito tempo existe.
E quem sabe por aqui e por Praga ainda anda
A vigiar o espírito de Gregor,
E a ler Franz,
E sobre Franz.
Franz Samsa em minha cabeça anda,
Caminha em minha lembrança
E incorpora naquele meu triste isolamento egocêntrico
Em que na contínua demência do processo
Eu,
Por meio de nós
E por meio do silêncio noturno em meu quarto,
À esta loucura Kafkiana me entrego...
SARCÓFAGO SUBLIME
Contrário, mal visto, ainda assim belo , a beleza do feio, do escondido e escuro pensar.
segunda-feira, 5 de março de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Análise do filme O Nevoeiro (The Mist)
Após assistir várias vezes à esta adaptação baseada no livro do genial escritor Stephen King fiz várias reflexões e tirei algumas conclusões sobre. Para quem não conhece o filme O Nevoeiro (The Mist), trata-se de uma história sobre ficção científica, na qual se passa nos dias atuais.
Após uma tempestade, um estranho e gigantesco nevoeiro começa a surgir em uma pequena vila, David Drayton (Thomas Jane), um artista plástico, seu filho de 8 anos e seu vizinho, correm para o supermercado para buscar suprimentos, já que, a tempestade devastou quase tudo; ao chegarem lá, o nevoeiro já tinha tomado conta de quase toda a vila, e também para a "alegria geral" dos cidadãos locais, coisas estranhas começam a surgir e matar e devorar qualquer ser humano que surge na frente. Então, muitos se veem obrigados a permanecer dentro do mercado, pelo fato de haver alimento e ser o único local seguro no momento em que a "desgraceira" toda está ocorrendo. É neste lugar que se passa a maior parte do filme, onde pessoas têm de lutar para sobreviver e tentar conviver uns com os outros, porém, ocorrem muitos conflitos por causa de fanatismo e principalmente quando descobrem que os "monstrinhos" que surgiam sem parar foram consequência de uma experiência do exército americano que por acidente abre um portal para um outro mundo.
E para quem acha que filmes de terror ou ficção científica não tem conteúdo, se engana, principalmente porque Stephen King é ainda um renomado escritor no gênero por tratar de diferentes assuntos em seus livros ou filmes que nos leva não apenas a levar sustos mas também a pensar sobre o que há de subjetivo.
Em O Nevoeiro, temos David, um personagem muito centrado e humano, algo que é visto desde a relação dele com o filho e com as pessoas em geral, pois, é o que se vê ou o que se imagina em um artista, sendo ele pintor. No início do filme têm-se a quebra de valores e do que é pacato e tradicional quando a tempestade chega, isso se vê quando no outro dia, coisas de valor, como a árvore que o pai de David tinha plantado há muitos anos tinha caído e o Mercedes que seu vizinho tanto valorizava foi destruído por uma outra árvore que caiu. A tempestade representa uma mudança de situação sendo que culmina com a chegada do caos, que em vários mitos representa também a mudança, assim como Shiva, deus hindu que representa o caos,mudança.
Após uma tempestade, um estranho e gigantesco nevoeiro começa a surgir em uma pequena vila, David Drayton (Thomas Jane), um artista plástico, seu filho de 8 anos e seu vizinho, correm para o supermercado para buscar suprimentos, já que, a tempestade devastou quase tudo; ao chegarem lá, o nevoeiro já tinha tomado conta de quase toda a vila, e também para a "alegria geral" dos cidadãos locais, coisas estranhas começam a surgir e matar e devorar qualquer ser humano que surge na frente. Então, muitos se veem obrigados a permanecer dentro do mercado, pelo fato de haver alimento e ser o único local seguro no momento em que a "desgraceira" toda está ocorrendo. É neste lugar que se passa a maior parte do filme, onde pessoas têm de lutar para sobreviver e tentar conviver uns com os outros, porém, ocorrem muitos conflitos por causa de fanatismo e principalmente quando descobrem que os "monstrinhos" que surgiam sem parar foram consequência de uma experiência do exército americano que por acidente abre um portal para um outro mundo.
E para quem acha que filmes de terror ou ficção científica não tem conteúdo, se engana, principalmente porque Stephen King é ainda um renomado escritor no gênero por tratar de diferentes assuntos em seus livros ou filmes que nos leva não apenas a levar sustos mas também a pensar sobre o que há de subjetivo.
Em O Nevoeiro, temos David, um personagem muito centrado e humano, algo que é visto desde a relação dele com o filho e com as pessoas em geral, pois, é o que se vê ou o que se imagina em um artista, sendo ele pintor. No início do filme têm-se a quebra de valores e do que é pacato e tradicional quando a tempestade chega, isso se vê quando no outro dia, coisas de valor, como a árvore que o pai de David tinha plantado há muitos anos tinha caído e o Mercedes que seu vizinho tanto valorizava foi destruído por uma outra árvore que caiu. A tempestade representa uma mudança de situação sendo que culmina com a chegada do caos, que em vários mitos representa também a mudança, assim como Shiva, deus hindu que representa o caos,mudança.
O mercado acaba se tornando uma representação do mito da caverna de Platão, pois, estando todos alí, estavam de certa forma seguros, porém em alguns houve a necessidade de sair e enfrentar o desconhecido em meio ao nevoeiro, e este por sua vez representa o desconhecido, mas as pessoas com medo insistem em continuar dentro pois não acreditam que seja melhor sair. Os mentalmente fracos e fanáticos enlouquecem ao descobrir que junto deles havia um soldado, no qual participou das experiências que trouxeram aqueles monstros até alí, e quando descobrem que ele havia visto tudo acaba sendo sendo morto pela ignorância da maioria. Pode-se ver também uma crítica, nada implícita, ao cristianismo e a ignorância e fanatismo religioso representados pela Sra. Carmody (Marcia Gay Harden) e o grupinho que a segue fervorosamente.
E com o passar do enredo poucos têm a coragem de sair, sendo que, acaba por haver uma seleção natural e evolutiva entre os personagens, (lembrando nossos amiguinhos Darwin e Mendel), já que, tanto dentro do lugar que lhes parecia seguro como também fora dele só sobrevivem aqueles que melhor se adaptam as mudanças.
No geral o filme é muito interessante, do tipo que nos dá medo, não pelos montros toscos que as vezes aparecem, mas pela condição humana em que qualquer um de nós pode passar, como a falta de alimento, o medo, o desespero, doenças, morte e ainda ter de conviver com o fanatismo e a ignorância que se atenuam quando há o caos.
O filme também tem um final chocante e surpreendente acompanhado de uma trilha sonora maravilhora com o Dead Can Dance.
sábado, 10 de setembro de 2011
A ANÃ PRÉ-FABRICADA E SEU PAI, O AMBICIOSO MARRETADOR
Era uma vez uma anã pré-fabricada. Tinha cinquenta centímetros de altura. Os pais eram pessoas normais. A anã era anã porque desde pequena o pai batia com a marreta na cabeça dela. Ele batia, e dizia: "Diminua, filhinha". O sonho do pai era ter uma filha que trabalhasse no circo. E se ele conseguisse uma anã, o circo aceitaria.
Assim, a menina não cresceu. Tinha as pernas tortas, a cabeça plana como mesa, os olhos esbugalhados. Um globo, com as marretadas, chegara a sair. E deste modo o olho andava dependurado pelos nervos. Com o olho caído, a menina enxergava o chão - e enxergava bem. Por isso, nunca deu topadas.
A menina diminuiu, entrou para a escola, se diplomou. E o pai esperando que o circo viesse para a cidade. A anã teve poucos namorados na sua vida. Os moços da cidade não gostavam de sua cabeça plana como mesa. Um dos namorados foi um mudo; o outro, um cego.
Com o passar do tempo, o pai ia ensinando à filha anã os truques do circo: andar na corda bamba, atirar facas, equilibrar pratos na ponta de varas, equilibrar bolas, andar sobre roletes, fazer exercícios na barra, pular através de um arco de fogo, cair ao chão (fazendo graça) sem se machucar, ficar de pé no dorso de cavalos.
De vez em quando, o pai emprestava a filha ao padre, por causa da quermesse. Ela substituía o coelho nos jogos de sorteio. Havia uma porção de casinhas dispostas em círculo. Cada casinha tinha um número. A um sinal do quermesseiro, a menina corria e entrava na casinha. Quem tivesse aquele número ganhava a prenda. A anã não gostava da quermesse porque se cansava muito e também porque no dia seguinte ficava triste, com o pessoal que tinha perdido. Eles a seguiam pela rua, gritando: "Aí, baixinha,..., por que não entrou no meu número?".
Um dia, o circo chegou à cidade, com lona colorida, um elefante inteirinho rosa, uma onça pintada, palhaços, cartazes e uma trapezista gorda que vivia caindo na rede. O pai mandou fazer para a anã um vestido de cetim vermelho, com cinto verde. Comprou um sapato preto e meias três-quartos. Levou a filha ao circo. Ela mostrou tudo o que sabia, mas o diretor disse que faziam aquilo: andavam no arame, na corda bamba, equilibravam coisas, pulavam através de arcos de fogo, andavam no dorso de cavalos. Só havia uma vaga, mas esta ele não queria dar para a menina, porque estava achando a anã muito bonitinha. Mas o pai insistiu e a anã também. Ela estava cansada da vida da cidadezinha, onde o povo só via televisão o tempo inteiro. E o dono do circo disse que o lugar era dela: a anã seria comida pelo leão, porque andava uma falta de carne tremenda. E, assim, no dia seguinte, às seis horas, a menina tomou banho, passou perfume Royal Briar, jantou, colocou seu vestido vermelho, de cinto verde, uma rosa na cabeça e partiu contente para o emprego.
(Ignácio de Loyola Brandão)
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Me dê um tempo
Eu poderia matar mais um leão hoje, ou tentar ser amigo de um, ou correr, mas optei por ficar aqui dando um tempo pra mim, esnobando os animais que me oprimem nesses dias.
Não me sinto feliz em estar engrenado no cotidiano, nessa máquina de moer essências e cabeças, na qual os produtos mais fabricados pela fábrica mundo é: conformismo, individualismo e idiotice. O conformismo leva a comprar idiotices nas cidades de almas cinzas e cegas.
E eu em meio a esse caos enrustido me sinto cansado e perdido. Procuro no momento apenas distância, deixando de fazer minhas obrigações sem fundamentos. Deixo os leões com fome por algumas horas e assim, volto tranqüilo para continuar caçando-os e me libertando.
Talvez eu simplesmente tenha vontade de olhar para o espelho e para o mundo e dizer o quanto estou cheio dessa mesmice de ver a nós nesse círculo cotidianesco maldito, que tem como maior prazer, nos fins de semana, comer e beber como um porco e fingir estar bem.
Talvez eu esteja cansado de ver todos com pressa, passando o sinal vermelho. Todos com pressa de acordar mais cedo para serem escravizados, enjaulados. Morrendo mais cedo para que se criem mais e mais cidades de zumbis com filhos mais idiotas e sem conteúdo.
Talvez eu esteja de saco cheio dessa hipocrisia vinda de pessoas que pensam que irão mudar o mundo com frases e fotos idiotas em algum site de relacionamento, quando na verdade poderiam sair do conforto de suas belas casas e ir atrás de algo real. Mas preferem ficar nesse intelectualismo barato e sem sentido nenhum.
Talvez eu esteja cansado de ver uma maioria comendo merda e dizendo sorrindo: Está ótima a alcatra! Quero mais. E no meio de tanta porcaria se perdem e se tornam individualistas e egoístas, que não precisam de amigos, que não precisam de ninguém, nascendo e morrendo só. Assim somos todos nós atualmente, solitários em meio a tanta gente.
De talvez em talvez vejo que é melhor continuar meu caminho, (que por mais incerto que seja, ainda é um caminho) e ver de longe toda essa porcaria explodir e queimar sozinha.
Já que o inferno são os outros, eu prefiro me isolar um pouco para fazer meu paraíso sozinho. E agora me deem licença que tenho de voltar ao trabalho.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
"Verdades Absolutas"
Pessoas como eu sempre são vistas com maus olhos por uma maioria quando dizemos que não acreditamos em deus ou que temos uma filosofia de vida diferente, no entanto eu não preciso ir à igreja para aprender a amar e respeitar o próximo.
Talvez a hipocrisia e o fanatismo esteja ainda no DNA humano, pois tem momentos em que isso parece ser algo imutável, já que desde que o animal se conhece por gente, tende a causar conflitos e discórdias por achar-se o dono da verdade absoluta.
Sempre que falo sobre meus gostos por certos filmes, músicas e estilos "diferentes" de se vestir, muitos ainda sentem uma inevitável vontade de me queimarem vivo sendo acusado de bruxaria; mas a ignorância e o fanatismo têm dessas coisas.
E é por esse e muitos outros motivos que não posso dizer que sou muito a favor da religião, porém se paramos para pensar a respeito perceberemos que o grande problema não é a religião em si, e sim a maioria que se afunda no seu (deus alter-ego) tomando para si a falsa concepção do que é verdade ou do que seria Deus.
O que é verdade? Eu não sei, afinal, cada um tem a sua. O que é Deus? Eu não sei, então tenho de tomar uma posição agnostica a respeito disso e exijo respeito em acreditar ou não no que eu quiser, pois não sei se existe ou não aquilo que não vejo e só ouço falar por aí.
Se alguém me disser que deus são as árvores, eu, você ou o universo... talvez eu acredite, porque o que vemos pode não ser real também.
Então, pode-se concluir que, a melhor posição a se tomar é a de respeito ao próximo, afinal somos iguais mesmo com nossas diferenças e isso é o que embeleza esse mundo.
O que nos mantém vivos é o mistério ao redor, o não saber e buscar isso é o que nos move, nos constroi a cada dia melhores.
domingo, 8 de maio de 2011
AMOR E ÓDIO
Desde de sempre se criam e se recriam discussões sobre a relação entre amor e ódio, seja na literatura, psicologia, filosofia, etc. Porém percebe-se que nos dias atuais há uma involução em relação as esses assuntos, até porque ninguém se preocupa, na maioria, em discutir alguma coisa.
Na literatura podemos observar em algumas obras mais atuais como Gota D'água, peça escrita pelos mestres Chico Buarque e Paulo Pontes, uma história que mostra o ódio de uma mulher criado pelo fato de ser abandonada por alguém que ela amava, narrativa que lembra uma obra bem mais antiga, Medéia de Eurípedes na qual mostra também o lado vingativo de uma mulher.
Por meio desses e outros aspectos sociais e culturais pode-se pensar que, o ódio é uma criação involuntária do homem, uma espécie de câncer criado pela falha na comunicação entre as pessoas, sendo também algo homogêneo, chegando aos extremos quando não há controle algum e quando não se reflete sobre. Ninguém nasce odiando, se aprende com o tempo a odiar, assim como o mito do bom selvagem de Rosseau o qual nos mostra que a sociedade é que corrompe o homem.
As pessoas aprendem desde cedo a mitificar e idealizar o amor como algo perfeito e imutável, o que acaba trazendo, principalmente na idade adulta uma grande frustração por não alcançarmos esses falsos ideais. E essa frustração aliada aos problemas que o meio social nos impõe traz graves problemas, como o extremismo, a violência, ou seja, o ódio.
É preciso mais do que diversão barata e novelas bonitinhas para refletirmos e evoluirmos em relação as nossas relações.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Sempre IMmperFeiTo
Sempre imperfeito. E dessa forma se cria e se mantém a beleza da vida, a beleza em nós. O que nos torna humanos é o erro e a vontade de se construir e evoluir a cada dia.
Mudar o pensamento, quebrar paradigmas, conhecer a si mesmo para conhecer novos mundos ou outros pensamentos. Ter problemas e criar problemas é naturalmente necessário para que possamos agir e mudar , para que exista uma dinâmica. Foi e sempre será preciso que estejamos na caverna escura de Platão para que depois possamos ver e conhecer a luz do conhecimento que na realidade faz parte de nós e do mundo todo.
Não se pode olhar para trás com pesar ou tristeza sempre, tudo o que houve seja bom ou ruim, foi necessário para a nossa evolução, sejam guerras, intrigas, doenças, desastres,... Tudo contribuiu e contribui para que possamos evoluir.
Todos sabemos que a segunda guerra foi um desastre horrível, porém dela surgiram tecnologias que nos ajudam muito hoje em dia, como o 'raio x', entre outras. Foi preciso haver guerra, e sempre haverá, estamos sempre em guerra até com nós mesmos, em nossas mentes, em nosso dia a dia, em nossas casas. E por mais que nos amedronte, tragédias são necessárias para que acordemos, é preciso que as vezes Shiva dance, trazendo caos pra reconstruirmos, mudarmos, sempre.
Mudar o pensamento, quebrar paradigmas, conhecer a si mesmo para conhecer novos mundos ou outros pensamentos. Ter problemas e criar problemas é naturalmente necessário para que possamos agir e mudar , para que exista uma dinâmica. Foi e sempre será preciso que estejamos na caverna escura de Platão para que depois possamos ver e conhecer a luz do conhecimento que na realidade faz parte de nós e do mundo todo.
Não se pode olhar para trás com pesar ou tristeza sempre, tudo o que houve seja bom ou ruim, foi necessário para a nossa evolução, sejam guerras, intrigas, doenças, desastres,... Tudo contribuiu e contribui para que possamos evoluir.
Todos sabemos que a segunda guerra foi um desastre horrível, porém dela surgiram tecnologias que nos ajudam muito hoje em dia, como o 'raio x', entre outras. Foi preciso haver guerra, e sempre haverá, estamos sempre em guerra até com nós mesmos, em nossas mentes, em nosso dia a dia, em nossas casas. E por mais que nos amedronte, tragédias são necessárias para que acordemos, é preciso que as vezes Shiva dance, trazendo caos pra reconstruirmos, mudarmos, sempre.
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